Esta é uma pergunta que vem sendo feita há vários anos e cujas respostas vão ganhando tons cada vez mais dramáticos com a proliferação de estudos ambientais e as palavras preocupadas dos especialistas.
A realização da Conferência Mundial sobre o Clima, que se realizará em Copenhaga (Dinamarca) no próximo dia 13 de Dezembro, vai trazer para as primeiras páginas dos jornais muitas das questões no âmbito da ecologia que andam um tanto adormecidas, na opinião pública, noutros momentos.
Torna-se interessante, por tudo isto, reflectir sobre o pensamento do Teólogo brasileiro Leonardo Boff expresso numa recente entrevista concedida recentemente à E-Changer (ONG com sede na Suíça).
Lembra o teólogo que em 2003 foi publicada Carta da Terra, elaborada por especialistas de todo o mundo, onde se lia: «Estamos num momento crítico da Terra e no qual a humanidade deve escolher o seu futuro. E a opção é esta: ou se promove uma aliança global para cuidar de nós e da Terra ou arriscamos a nossa destruição e a devastação da diversidade da vida».
Hoje, quase no final da década, muitos indicadores científicos apontam para a irrupção de uma tragédia ecológica e humanitária, que leva Leonardo Boff a concluir que nada de essencial mudou desde 2003. E acrescenta: «consome-se mais que a terra suporta».
Actualmente, a Humanidade confronta-se com três crises estruturais: a crise devida à falta de sustentabilidade do planeta, a crise social mundial e a crise do aquecimento crescente. E o teólogo brasileiro exemplifica: «a nível social 20% dos mais ricos consomem 82,49% de toda a riqueza da terra e os 20% mais pobres têm de contentar-se com um minúsculo 1,6% dessa riqueza». No que respeita ao aquecimento Boff cita fontes da FAO/ONU para afirmar que nos próximos anos haverá 150 a 200 milhões de refugiados climáticos. Em 2035 a temperatura da terra aumentará 4 graus Centigrados e especula-se que no final do século poderá aumentar 7 graus . Se isto acontecer nenhum tipo de vida hoje conhecido poderá sobreviver.
Em relação à sustentabilidade, lembra Leonardo Boff «a humanidade está a consumir 30% mais que a capacidade de reposição de bens. Quer dizer, consome-se mais de 30% do que a terra pode repor». Esta utilização desenfreada dos recursos disponíveis tem crescido nos últimos anos. Segundo estudos credíveis, em 1961 precisávamos de metade da terra para satisfazer as necessidades humanas; em 1981era necessário a terra inteira; em 1995 ultrapassava-se em 10% a capacidade de reposição; em 2008 esse valor é de 30%. O teólogo conclui: «a terra está a dar sinais de que não aguenta mais».
Perspectivas futuras
Dizem os especialistas que se o Produto Interno Bruto Mundial crescer entre 2 a 3% ao ano, como está previsto, em 2050 serão necessários dois planetas terras para dar resposta ao consumo mundial. Esta constatação implica que, como refere Leonardo Boff: «Não podemos produzir como o temos feito até aqui… a terra não é um grande baú do qual se podem sacar recursos indefinidamente… Hoje é claro que a terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta uma exploração ilimitada… Temos que adoptar outra forma de produção e assumir hábitos de consumo distintos. Produzir para responder às nece4ssidades humanas em harmonia com a Terra, respeitando seus limites, com um sentido de igualdade e solidariedade com as gerações futuras. Este é o novo paradigma da civilização».
A Conferência de Copenhaga, que ocorrerá em Dezembro e cujas perspectivas não são optimistas por falta de acordos prévios, deve ter em conta é necessário fazer tudo para estabilizar o clima, evitando que o aquecimento da terra seja maior que 2 a 3 graus e assim, a vida possa continuar. «Preocupa-me - refere Boff – um cenário de irresponsabilidade de muitos Governos, especialmente dos países ricos, que não querem estabelecer metas consistentes para a redução de emissões de gases de efeito estufa e salvar o clima».
Questionado sobre as bases de um programa comum para salvar a Terra, o teólogo brasileiro não hesita: «É necessário impulsionar uma bio-civilização que deve promover quatro eixos essenciais:
«1 - Uso sustentável, responsável e solidário dos recursos e serviços da natureza;
2 - Controlo democrático das relações sociais, essencialmente sobre os mercados e capitais especulativos;
3 – Criação de uma «ética mundial» que deve nascer do intercâmbio multicultural, matizado na compreensão, na cooperação e na responsabilidade universal
4 - Adopção de uma Espiritualidade, como dimensão antropológica. Esta deve desenvolver-se como expressão de uma consciência que se sente parte de um Todo maior que recebe uma Energia poderosa e que representa o sentido supremo de tudo».
Leonardo Boff conclui o seu pensamento com uma afirmação de esperança: «Apesar dos prognósticos sombrios tenho confiança que a esperança vencerá o medo e que a vida é mais forte que a morte».
Leonardo Boff
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Onde estão os Homens e Mulheres da Esperança que lutam por um Mundo Novo?
A crise económica, financeira e social que se sente um pouco por todo o mundo e, naturalmente em Portugal, está a fazer o seu caminho. Alguns já vislumbram uma luz ténue no fundo do túnel. Deus permita que tenham razão.
No contexto actual que é marcado por incerteza face ao futuro, têm-se acentuado em Portugal um clima de grande desconfiança entre os portugueses, como reconhecia o Professor Adriano Moreira numa conferência recente em Lisboa.
Hoje, desconfiamos de tudo. Desconfiamos das instituições que não há muito as considerávamos quase sagradas. Desconfiamos do Poder, desconfiamos das Oposições. Desconfiamos da Justiça e dos Tribunais. Desconfiamos do Centros de Saúde e dos Hospitais. Desconfiamos dos Órgãos de Controlo e de Supervisão. Em suma desconfiamos uns dos outros.
Essa desconfiança que nos invade é depois responsável por um clima de crispação que atinge a nossa forma de nos relacionarmos com terceiros. A desconfiança generalizada faz nascer grupos competitivos e aguerridos que procuram recrutar os seus prosélitos. Da desconfiança individual passamos à desconfiança grupal. E muitos, impregnados da ideologia do grupo a que pertencem tornam-se «cegos» e incapazes de juízos críticos.
A Comunicação Social, com o seu poder e a sua força, tem ajudado a incrementar a divisão, já que só é apetecível a notícia que choca e que gera «sangue».
Quão longe estamos das sábias palavras do saudoso Papa João XXII no seu testamento: Filhinhos procurai antes o que vos une em vez do que vos separa.
Todos sabemos que o progresso das sociedades exige a colaboração dos cidadãos e vontade de puxar a corda na mesma direcção e sentido.
Quem vai lembrar aos portugueses que a situação actual exige juntar energias, esquecer divergências marginais, apostar no essencial, em vez de perder tempo com o acessório.
E os Cristãos? Serão que o Evangelho não os impele para dar um contributo para a pacificação da sociedade à maneira de S. Francisco de Assis.
Ainda poderemos chamar aos Cristãos Homens e Mulheres de Esperança?
AS
No contexto actual que é marcado por incerteza face ao futuro, têm-se acentuado em Portugal um clima de grande desconfiança entre os portugueses, como reconhecia o Professor Adriano Moreira numa conferência recente em Lisboa.
Hoje, desconfiamos de tudo. Desconfiamos das instituições que não há muito as considerávamos quase sagradas. Desconfiamos do Poder, desconfiamos das Oposições. Desconfiamos da Justiça e dos Tribunais. Desconfiamos do Centros de Saúde e dos Hospitais. Desconfiamos dos Órgãos de Controlo e de Supervisão. Em suma desconfiamos uns dos outros.
Essa desconfiança que nos invade é depois responsável por um clima de crispação que atinge a nossa forma de nos relacionarmos com terceiros. A desconfiança generalizada faz nascer grupos competitivos e aguerridos que procuram recrutar os seus prosélitos. Da desconfiança individual passamos à desconfiança grupal. E muitos, impregnados da ideologia do grupo a que pertencem tornam-se «cegos» e incapazes de juízos críticos.
A Comunicação Social, com o seu poder e a sua força, tem ajudado a incrementar a divisão, já que só é apetecível a notícia que choca e que gera «sangue».
Quão longe estamos das sábias palavras do saudoso Papa João XXII no seu testamento: Filhinhos procurai antes o que vos une em vez do que vos separa.
Todos sabemos que o progresso das sociedades exige a colaboração dos cidadãos e vontade de puxar a corda na mesma direcção e sentido.
Quem vai lembrar aos portugueses que a situação actual exige juntar energias, esquecer divergências marginais, apostar no essencial, em vez de perder tempo com o acessório.
E os Cristãos? Serão que o Evangelho não os impele para dar um contributo para a pacificação da sociedade à maneira de S. Francisco de Assis.
Ainda poderemos chamar aos Cristãos Homens e Mulheres de Esperança?
AS
domingo, 7 de junho de 2009
Um sinal de contradição
Pensando em lançar algum debate no nosso Blog, aqui fica um artigo do Prof. felipe Aquino.
O tema é bastante actual e estou convencido que á volta dele muito se poderá debater, tendo sempre presente a nossa última reunião.
Então cá vai o artigo tal como me chegou.
VRP
Um sinal de contradição
Hoje, nota-se uma aversão a Cristo e à Igreja Católica
A+A-
“Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (João 18,37). Jesus veio ao mundo para salvá-lo, ensinando a verdade de Deus, que nos liberta e salva; por isso Ele é “sinal de contradição”. Quando os pais O levaram para apresentá-lo no Templo de Jerusalém, o velho Simeão profetizou: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e como um sinal de contradição, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2, 34-35). Toda a vida de Cristo foi um constante sinal de contradição. Veio ao mundo como Rei, mas nasceu numa manjedoura pobre, fria e austera. Foi acolhido pelos pobres pastores e logo perseguido pelo rei Herodes. Dono do mundo, teve de deixar a terra natal e foi exilar-se no Egito para fugir da morte. Hoje se nota uma aversão a Cristo e à Igreja Católica porque ela é fiel a Ele e aos ensinamentos do Senhor. Especialmente nas universidades se nota uma repulsa à Igreja Católica e às verdades que ela ensina; e procura-se a todo custo – com muita mentira e maldade – mostrar aos jovens que ela é obscurantista, como se fosse contra a ciência, destacando-se os erros dos filhos da Igreja sem mostrar a beleza de tudo quanto esta fez e faz pelo mundo. Há no Ocidente hoje uma verdadeira cristofobia. O Papa Bento XVI, desde o início do seu pontificado, tem condenado o que chama de “ditadura do relativismo”, corrente que quer proibir as pessoas de serem e pensarem diferente do que se chama hoje de “politicamente correto” (ser a favor do aborto, eutanásia, cultura marxista, casamento de homossexuais, coabitação livre, manipulação de embriões, útero de aluguel, inseminação artificial, sexo livre, camisinha, contracepção, etc.). Dessa forma, vai se formando uma mentalidade, uma cultura social, no sentido de fazer, inclusive os cristãos, acharem “normal” essas imoralidades. Começamos a ver jovens e adultos cristãos acharem que a Igreja está “exagerando em suas exigências” e que é preciso ser mais tolerante… É bom lembrar que Jesus amava o pecador, mas era intolerante com o pecado. “Vai e não peques mais”, exorta-nos o Mestre. Um sinal forte dessa cristofobia é o ataque como nunca se viu antes aos símbolos católicos. Temos visto livros, artigos, peças de teatro e filmes agressivos e blasfematórios contra a Igreja, contra Jesus Cristo e o sagrado. Prega-se o ateísmo como se fosse ciência, e tenta-se reduzir a religião e a teologia a meras crendices de ignorantes. Por outro lado, as seitas orientais e cristãs se espalham no Ocidente como uma mancha de óleo no mar. Mas o pior de tudo é que esse pernicioso relativismo religioso e moral atingiu também a Igreja; contesta-se a palavra do Papa dentro dos seminários e universidades católicas; desobedece-se ostensivamente ao Magistério da Igreja, volta-se contra os seus ensinamentos morais e doutrinários. Segmentos agressivos dentro da Igreja exigem mudar aquilo que há dois mil anos a Igreja vive e não muda, por determinação de Cristo e dos Apóstolos, como o sacerdócio para mulheres. Essa insistência descabida, partindo de dentro da própria Igreja, contra o que ensina a sua sagrada Tradição, perturba a sua caminhada. A Igreja quer apenas ser fiel a seu Senhor.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em
Blog do Professor Felipe
O tema é bastante actual e estou convencido que á volta dele muito se poderá debater, tendo sempre presente a nossa última reunião.
Então cá vai o artigo tal como me chegou.
VRP
Um sinal de contradição
Hoje, nota-se uma aversão a Cristo e à Igreja Católica
A+A-
“Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz” (João 18,37). Jesus veio ao mundo para salvá-lo, ensinando a verdade de Deus, que nos liberta e salva; por isso Ele é “sinal de contradição”. Quando os pais O levaram para apresentá-lo no Templo de Jerusalém, o velho Simeão profetizou: “Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e como um sinal de contradição, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2, 34-35). Toda a vida de Cristo foi um constante sinal de contradição. Veio ao mundo como Rei, mas nasceu numa manjedoura pobre, fria e austera. Foi acolhido pelos pobres pastores e logo perseguido pelo rei Herodes. Dono do mundo, teve de deixar a terra natal e foi exilar-se no Egito para fugir da morte. Hoje se nota uma aversão a Cristo e à Igreja Católica porque ela é fiel a Ele e aos ensinamentos do Senhor. Especialmente nas universidades se nota uma repulsa à Igreja Católica e às verdades que ela ensina; e procura-se a todo custo – com muita mentira e maldade – mostrar aos jovens que ela é obscurantista, como se fosse contra a ciência, destacando-se os erros dos filhos da Igreja sem mostrar a beleza de tudo quanto esta fez e faz pelo mundo. Há no Ocidente hoje uma verdadeira cristofobia. O Papa Bento XVI, desde o início do seu pontificado, tem condenado o que chama de “ditadura do relativismo”, corrente que quer proibir as pessoas de serem e pensarem diferente do que se chama hoje de “politicamente correto” (ser a favor do aborto, eutanásia, cultura marxista, casamento de homossexuais, coabitação livre, manipulação de embriões, útero de aluguel, inseminação artificial, sexo livre, camisinha, contracepção, etc.). Dessa forma, vai se formando uma mentalidade, uma cultura social, no sentido de fazer, inclusive os cristãos, acharem “normal” essas imoralidades. Começamos a ver jovens e adultos cristãos acharem que a Igreja está “exagerando em suas exigências” e que é preciso ser mais tolerante… É bom lembrar que Jesus amava o pecador, mas era intolerante com o pecado. “Vai e não peques mais”, exorta-nos o Mestre. Um sinal forte dessa cristofobia é o ataque como nunca se viu antes aos símbolos católicos. Temos visto livros, artigos, peças de teatro e filmes agressivos e blasfematórios contra a Igreja, contra Jesus Cristo e o sagrado. Prega-se o ateísmo como se fosse ciência, e tenta-se reduzir a religião e a teologia a meras crendices de ignorantes. Por outro lado, as seitas orientais e cristãs se espalham no Ocidente como uma mancha de óleo no mar. Mas o pior de tudo é que esse pernicioso relativismo religioso e moral atingiu também a Igreja; contesta-se a palavra do Papa dentro dos seminários e universidades católicas; desobedece-se ostensivamente ao Magistério da Igreja, volta-se contra os seus ensinamentos morais e doutrinários. Segmentos agressivos dentro da Igreja exigem mudar aquilo que há dois mil anos a Igreja vive e não muda, por determinação de Cristo e dos Apóstolos, como o sacerdócio para mulheres. Essa insistência descabida, partindo de dentro da própria Igreja, contra o que ensina a sua sagrada Tradição, perturba a sua caminhada. A Igreja quer apenas ser fiel a seu Senhor.
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br
Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em
Blog do Professor Felipe
quarta-feira, 18 de março de 2009
A CRISE E A…..QUARESMA
A Quaresma é para os cristãos um período de jejum e de restrições e sacrifícios.
É para uma boa parte dos cidadãos pensantes um período propício a exames de consciência e a programações de projectos novos, em geral de emenda e melhoria.
Portanto, seja cristão ou não, a atitude de renúncia, de correcção e de emenda, será muito oportuna neste período de crise generalizada, global, como é uso dizer-se, em que todos vivemos (crise financeira, crise económica, crise social, crise de valores, crise verdadeiramente civilizacional)
Então todos nós teremos imenso a renunciar, imenso a criticar a nós mesmos e imensos propósitos de emenda a fazer.
Porque não tentamos corrigir o nosso consumismo de coisas desnecessárias?
Porque não passamos a ter comportamentos irrepreensíveis na nossa família, no nosso emprego e na sociedade em que nos integramos?
Se somos remunerados com generosidade nos nossos lugares de chefia, porque não prescindimos de regalias especiais e até, porque não propomos baixar os nossos ordenados, o que não é caso virgem?
Trabalhadores por conta de outrem, porque não paramos de pedir aumentos?
E porque não entramos todos em projectos de apoio e de ajuda aos mais necessitados, aos pobres e marginalizados?
E porque não deixamos de criticar tudo e todos ou de pensar egoisticamente em todos os momentos decisivos da nossa vida, momentos em que devíamos ser orientados por verdadeiro espírito de solidariedade?
Cristãos e não cristãos unidos numa verdadeira cruzada para a solução da CRISE , numa mudança de maneiras de ser, numa transformação dos relacionamentos entre pessoas e instituições, unidos na construção dum novo paradigma de vida e de organização social.
E viveríamos uma verdadeira Quaresma que se saldaria na chegada duma verdadeira Páscoa, duma ressurreição do Amor, que para os cristãos seria o próprio Deus e para os descrentes seria uma Sociedade Nova
É para uma boa parte dos cidadãos pensantes um período propício a exames de consciência e a programações de projectos novos, em geral de emenda e melhoria.
Portanto, seja cristão ou não, a atitude de renúncia, de correcção e de emenda, será muito oportuna neste período de crise generalizada, global, como é uso dizer-se, em que todos vivemos (crise financeira, crise económica, crise social, crise de valores, crise verdadeiramente civilizacional)
Então todos nós teremos imenso a renunciar, imenso a criticar a nós mesmos e imensos propósitos de emenda a fazer.
Porque não tentamos corrigir o nosso consumismo de coisas desnecessárias?
Porque não passamos a ter comportamentos irrepreensíveis na nossa família, no nosso emprego e na sociedade em que nos integramos?
Se somos remunerados com generosidade nos nossos lugares de chefia, porque não prescindimos de regalias especiais e até, porque não propomos baixar os nossos ordenados, o que não é caso virgem?
Trabalhadores por conta de outrem, porque não paramos de pedir aumentos?
E porque não entramos todos em projectos de apoio e de ajuda aos mais necessitados, aos pobres e marginalizados?
E porque não deixamos de criticar tudo e todos ou de pensar egoisticamente em todos os momentos decisivos da nossa vida, momentos em que devíamos ser orientados por verdadeiro espírito de solidariedade?
Cristãos e não cristãos unidos numa verdadeira cruzada para a solução da CRISE , numa mudança de maneiras de ser, numa transformação dos relacionamentos entre pessoas e instituições, unidos na construção dum novo paradigma de vida e de organização social.
E viveríamos uma verdadeira Quaresma que se saldaria na chegada duma verdadeira Páscoa, duma ressurreição do Amor, que para os cristãos seria o próprio Deus e para os descrentes seria uma Sociedade Nova
Mário da Silva Moura
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
CRISE OU OPORTUNIDADE DE MUDANÇA?
A crise que avassala o nosso mundo actual, de norte a sul, de leste a oeste, crise que é predominantemente económico – financeira, mas também política e social, motiva os mais díspares pareceres de gestores e peritos em finanças.
Mas esta crise, com falências, baixas tremendas da produtividade e das vendas, com quedas nas bolsas pulverizando fortunas, desorganiza e lança num tremendo marasmo toda a vida económico-financeira dos países, mesmo os mais ricos e aparentemente bem estruturados.
Os decisores das políticas económicas, os orientadores das políticas dos governos, os banqueiros e os administradores não parecem saber bem como resolver a situação em agravamento permanente e contínuo.
Os meios de comunicação escrita, falada e de imagem enchem os nossos ouvidos e olhos com as notícias da degradação progressiva da crise – ninguém pode ignorá-la!
Os cidadãos, as pessoas com rosto e com vidas concretas, todos nós, para alem de todo este ruído, sentimos a vida a degradar-se, os rendimentos a diminuir, as despesas a aumentar, e pior do que tudo isso, o desemprego a crescer a ritmos alucinantes e a pobreza a aumentar atingindo mesmo quem não esperaria vir a ter tais problemas.
Os cidadãos, as pessoas com rosto e com vidas concretas, todos nós, temos a obrigação de pensar, tentar compreender e procurar soluções para esta situação dramática.
Será tudo isto apenas fruto da ganância de alguns ou da corrupção que invadiu a sociedade como um cancro?
Será afinal apenas uma falência dos mecanismos de vigilância e reguladores da vida pública?
Será apenas uma consequência desse fenómeno que dá pelo nome de globalização que ultrapassou valores e perdeu a noção do social?
Será que o capitalismo que tinha triunfado sobre o socialismo, entrou por caminhos ínvios e errados sob a batuta de organismos internacionais como o FMI, a OMC e outros?
Será que o mercado, o motor do lucro e a produtividade sempre crescente, obrigando a um consumismo que ultrapassa as verdadeiras necessidades das pessoas, não conseguiram, por deficiente distribuição, fazer mais do que aumentar o número dos ricos e fazer um aumento desmesurado da pobreza?
Será que liberalismos, neo-liberalismos e terceiras vias, só agravaram esta caminhada para o abismo onde se está caindo?
Não sabemos responder a muitas destas interrogações, mas sabemos que as especulações financeiras, certos proteccionismos alfandegários, subsídios e preços fictícios, a existência de paraísos fiscais e os chamados “of shores”, a par da real ganância, individualismo e corrupção de muitos administradores e políticos, nos lançou nesta…crise.
Não sabemos como resolver muitos destes problemas, mas sabemos que o trabalho tem de voltar a ter a primazia sobre o capital, sabemos que toda a organização financeira que facilite negócios ilícitos deve ser banida ou fortemente vigiada, sabemos que a distribuição da riqueza deve ser a primeira preocupação de qualquer tipo de organização que venha a construir-se, sabemos que o abismo entre salários de quem gere e de quem trabalha tem de ser diminuído, limitando os réditos de quem gere e de quem chefia e pagando com justiça a quem trabalha, sabemos que o sistema que se organize não pode permitir a acumulação da riqueza e deve proporcionar a sua boa distribuição pela força do trabalho manual ou intelectual, sabemos que tudo deve ser realizado no respeito pela dignidade humana e pela defesa da sobrevivência da natureza da nossa “aldeia global”.
Caberá aos humanistas, aos economistas, aos políticos, aos gestores e a todos nós contribuirmos para criar um mundo bem diferente daquele em que temos vivido e agora atravessa a crise de que se fala e que todos nós sentimos.
Esta crise é uma verdadeira oportunidade de mudança, é mesmo uma exigência de mudança – não podemos consentir que se tente remediar ou reconstruir o sistema que nos conduziu até aqui – é uma exigência e uma necessidade que se construa um novo paradigma para que possa existir um outro tipo de mundo!
***
A Comissão Justiça e Paz da Diocese de Setúbal que tem por missão lutar contra tudo o que ameaça a Paz e a Justiça analisa esta situação que na nossa Diocese vai provocando também falências e aumentando o desemprego, e portanto a pobreza e o sofrimento, vem apresentar esta reflexão com a finalidade de chamar a atenção dos cristãos para esta realidade pungente e apelar ao contributo de todos para a sua possível solução.
E vem lembrar que a Doutrina Social da Igreja, por intermédio de várias encíclicas dos últimos Papas e dos documentos saídos há décadas do Concílio Vaticano II, apresenta ideias bem definidas para uma organização da nossa sociedade dentro dos princípios evangélicos – nelas se declara que os bens da Terra são para todos os seres viventes, que o trabalho é que produz riqueza e dá origem ao capital, que todos os cidadãos devem ser solidários participando na “res pública” e pondo todos os seus diferentes carismas ao serviço da comunidade.
Jesus Cristo com a sua vida pública e o seu sacrifício disse-nos qual é o verdadeiro Caminho, qual é a única Verdade e a verdadeira Vida, ensinou-nos sem qualquer dúvida quem é o nosso próximo que deve ser o objecto da nossa entrega.
Nós, os cristãos, devemos ser o exemplo para todos os que vivem a nossa volta, da humildade, da solidariedade, de vivência do Amor pleno.
Assim se pode colaborar com êxito na construção dum outro mundo de Paz e Justiça, onde a pobreza não reine e onde a fome e a guerra sejam banidas.
Assim, no respeito pela tradição, teremos de ser menos ritualistas e mais inseridos no mundo, e mais presentes e protagonistas da oportunidade da mudança que se exige neste momento decisivo.
Mário Moura
Mas esta crise, com falências, baixas tremendas da produtividade e das vendas, com quedas nas bolsas pulverizando fortunas, desorganiza e lança num tremendo marasmo toda a vida económico-financeira dos países, mesmo os mais ricos e aparentemente bem estruturados.
Os decisores das políticas económicas, os orientadores das políticas dos governos, os banqueiros e os administradores não parecem saber bem como resolver a situação em agravamento permanente e contínuo.
Os meios de comunicação escrita, falada e de imagem enchem os nossos ouvidos e olhos com as notícias da degradação progressiva da crise – ninguém pode ignorá-la!
Os cidadãos, as pessoas com rosto e com vidas concretas, todos nós, para alem de todo este ruído, sentimos a vida a degradar-se, os rendimentos a diminuir, as despesas a aumentar, e pior do que tudo isso, o desemprego a crescer a ritmos alucinantes e a pobreza a aumentar atingindo mesmo quem não esperaria vir a ter tais problemas.
Os cidadãos, as pessoas com rosto e com vidas concretas, todos nós, temos a obrigação de pensar, tentar compreender e procurar soluções para esta situação dramática.
Será tudo isto apenas fruto da ganância de alguns ou da corrupção que invadiu a sociedade como um cancro?
Será afinal apenas uma falência dos mecanismos de vigilância e reguladores da vida pública?
Será apenas uma consequência desse fenómeno que dá pelo nome de globalização que ultrapassou valores e perdeu a noção do social?
Será que o capitalismo que tinha triunfado sobre o socialismo, entrou por caminhos ínvios e errados sob a batuta de organismos internacionais como o FMI, a OMC e outros?
Será que o mercado, o motor do lucro e a produtividade sempre crescente, obrigando a um consumismo que ultrapassa as verdadeiras necessidades das pessoas, não conseguiram, por deficiente distribuição, fazer mais do que aumentar o número dos ricos e fazer um aumento desmesurado da pobreza?
Será que liberalismos, neo-liberalismos e terceiras vias, só agravaram esta caminhada para o abismo onde se está caindo?
Não sabemos responder a muitas destas interrogações, mas sabemos que as especulações financeiras, certos proteccionismos alfandegários, subsídios e preços fictícios, a existência de paraísos fiscais e os chamados “of shores”, a par da real ganância, individualismo e corrupção de muitos administradores e políticos, nos lançou nesta…crise.
Não sabemos como resolver muitos destes problemas, mas sabemos que o trabalho tem de voltar a ter a primazia sobre o capital, sabemos que toda a organização financeira que facilite negócios ilícitos deve ser banida ou fortemente vigiada, sabemos que a distribuição da riqueza deve ser a primeira preocupação de qualquer tipo de organização que venha a construir-se, sabemos que o abismo entre salários de quem gere e de quem trabalha tem de ser diminuído, limitando os réditos de quem gere e de quem chefia e pagando com justiça a quem trabalha, sabemos que o sistema que se organize não pode permitir a acumulação da riqueza e deve proporcionar a sua boa distribuição pela força do trabalho manual ou intelectual, sabemos que tudo deve ser realizado no respeito pela dignidade humana e pela defesa da sobrevivência da natureza da nossa “aldeia global”.
Caberá aos humanistas, aos economistas, aos políticos, aos gestores e a todos nós contribuirmos para criar um mundo bem diferente daquele em que temos vivido e agora atravessa a crise de que se fala e que todos nós sentimos.
Esta crise é uma verdadeira oportunidade de mudança, é mesmo uma exigência de mudança – não podemos consentir que se tente remediar ou reconstruir o sistema que nos conduziu até aqui – é uma exigência e uma necessidade que se construa um novo paradigma para que possa existir um outro tipo de mundo!
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A Comissão Justiça e Paz da Diocese de Setúbal que tem por missão lutar contra tudo o que ameaça a Paz e a Justiça analisa esta situação que na nossa Diocese vai provocando também falências e aumentando o desemprego, e portanto a pobreza e o sofrimento, vem apresentar esta reflexão com a finalidade de chamar a atenção dos cristãos para esta realidade pungente e apelar ao contributo de todos para a sua possível solução.
E vem lembrar que a Doutrina Social da Igreja, por intermédio de várias encíclicas dos últimos Papas e dos documentos saídos há décadas do Concílio Vaticano II, apresenta ideias bem definidas para uma organização da nossa sociedade dentro dos princípios evangélicos – nelas se declara que os bens da Terra são para todos os seres viventes, que o trabalho é que produz riqueza e dá origem ao capital, que todos os cidadãos devem ser solidários participando na “res pública” e pondo todos os seus diferentes carismas ao serviço da comunidade.
Jesus Cristo com a sua vida pública e o seu sacrifício disse-nos qual é o verdadeiro Caminho, qual é a única Verdade e a verdadeira Vida, ensinou-nos sem qualquer dúvida quem é o nosso próximo que deve ser o objecto da nossa entrega.
Nós, os cristãos, devemos ser o exemplo para todos os que vivem a nossa volta, da humildade, da solidariedade, de vivência do Amor pleno.
Assim se pode colaborar com êxito na construção dum outro mundo de Paz e Justiça, onde a pobreza não reine e onde a fome e a guerra sejam banidas.
Assim, no respeito pela tradição, teremos de ser menos ritualistas e mais inseridos no mundo, e mais presentes e protagonistas da oportunidade da mudança que se exige neste momento decisivo.
Mário Moura
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Solidariedade fudamental
É também importante que um dos objectivos da nossa Solidariedade diária, seja estar alerta para com alguns oportunistas que aproveitando a tão falada Crise Mundial, decidem encerrar empresas de uma maneira fraudulenta, aproveitando para mandar mais uns quantos trabalhadores para o desemprego, ou então tornar a vida deste num verdadeiro inferno todos os dias.
É preciso estar verdadeiramente alerta e ter coragem de denunciar estas situações.
VRP
É preciso estar verdadeiramente alerta e ter coragem de denunciar estas situações.
VRP
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Crise e oportunidade
A crise que estamoa a viver, cujos contornos nenhum de nós poderá desenhar, vai gerar sofrimento a muita gente. É preciso ter consciência disso. E como em todas as crises, alguns - talvez a maioria -vão sofrer mais fortemente os seus efeitos. Se isto é verdade, não deveremos desde já pensar em iniciativas de solidarieadade para minimizar as carências elementares de muitos. Porque não pensarmos em reactivar o Fundo de Solidariedade que em tempos já existiu na zona de Setúbal?
António Soares
Na lingua Chinesa Crise e Oportunidade são a mesma palavra.
António Soares
Na lingua Chinesa Crise e Oportunidade são a mesma palavra.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
“Verdadeiramente a actual crise não é dos bancos e de algumas empresas em dificuldades – o que se desmoronou foi o neoliberalismo, e a melhor maneira de enfrentar a crise é avançar com mudanças sociais.
Não é reduzir gastos públicos ou investimentos sociais, mas sim, é hora de os aumentar, pois melhorar a vida dos pobres vai ter um efeito macroeconómico positivo, faz a economia crescer e diminuir muito sofrimento.
E não será preciso ser cristão para aceitar isto, basta pensar nos outros e nos seus problemas, basta ser solidário e não egoísta!”
Ou não será assim?
Não é reduzir gastos públicos ou investimentos sociais, mas sim, é hora de os aumentar, pois melhorar a vida dos pobres vai ter um efeito macroeconómico positivo, faz a economia crescer e diminuir muito sofrimento.
E não será preciso ser cristão para aceitar isto, basta pensar nos outros e nos seus problemas, basta ser solidário e não egoísta!”
Ou não será assim?
Um cidadão empenhado -
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Resposta
Nas manifestações, nas ruas de Paris, ouvia-se dizer a propósito das possíveis soluções para a crise que se vive actualmente, se não seria preferível distribuir os dinheiros públicos pelos desempregados, pelos pobres e reformados, em vez de o aplicar a "salvar" bancos e banqueiros.
Obama, hoje na moda, aplica 40% dos dinheiros para tentar resolver a tal crise nos Estados Unidos precisamente nas pessoas e não nas entidades bancárias, convencido de que assim anima o consumo, apoia a produção e deminue o sofrimento dos mais pobres.
Não será isto conforme com a doutrina social da Igreja? Não devem os cristãos lutar por este tipo de solução?
Zé Povinho
Obama, hoje na moda, aplica 40% dos dinheiros para tentar resolver a tal crise nos Estados Unidos precisamente nas pessoas e não nas entidades bancárias, convencido de que assim anima o consumo, apoia a produção e deminue o sofrimento dos mais pobres.
Não será isto conforme com a doutrina social da Igreja? Não devem os cristãos lutar por este tipo de solução?
Zé Povinho
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
A POBREZA
Ainda hoje ouvimos a previsão de cerca de 50 milhões de desempregados nos próximos tempos no mundo em crise e, por consequência, assistiremos inevitável a um aumento da pobreza no mundo.
Na habitual reunião que cada ano se processa em Davos, onde se reúnem os políticos e os homens que lidam e dispõem dos dinheiros do mundo – banqueiros, directores de multinacionais, grandes fortunas, etc. – estarão a discutir-se os problemas económico-financeiros da actualidade e talvez se apontem soluções para embolsar ou sustar este descalabro a que se assiste.
Mas estarão a pensar na pobreza que avassala o mundo ou apenas em como não perderem o controle deste "novelo" em que os ricos se envolveram?
E em Belém do Brasil, no chamado Fórum Social, chegarão os contestatários do capitalismo e do "sistema" a alguma hipótese duma "Nova Ordem Social"?
Recentemente o Banco Mundial havia escrito que uma em cada quatro pessoas da população mundial vivia com 85 cêntimos por dia!
Será interessante que os cristãos se pronunciem sobre estas realidades e, já que se devem preocupar com "o outro, seu irmão", entrem num debate sobre todos estes candentes problemas da pobreza.
Apenas aponto um tema para discussão
Mário Moura
Ainda hoje ouvimos a previsão de cerca de 50 milhões de desempregados nos próximos tempos no mundo em crise e, por consequência, assistiremos inevitável a um aumento da pobreza no mundo.
Na habitual reunião que cada ano se processa em Davos, onde se reúnem os políticos e os homens que lidam e dispõem dos dinheiros do mundo – banqueiros, directores de multinacionais, grandes fortunas, etc. – estarão a discutir-se os problemas económico-financeiros da actualidade e talvez se apontem soluções para embolsar ou sustar este descalabro a que se assiste.
Mas estarão a pensar na pobreza que avassala o mundo ou apenas em como não perderem o controle deste "novelo" em que os ricos se envolveram?
E em Belém do Brasil, no chamado Fórum Social, chegarão os contestatários do capitalismo e do "sistema" a alguma hipótese duma "Nova Ordem Social"?
Recentemente o Banco Mundial havia escrito que uma em cada quatro pessoas da população mundial vivia com 85 cêntimos por dia!
Será interessante que os cristãos se pronunciem sobre estas realidades e, já que se devem preocupar com "o outro, seu irmão", entrem num debate sobre todos estes candentes problemas da pobreza.
Apenas aponto um tema para discussão
Mário Moura
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