domingo, 27 de maio de 2012

Coloquios á 6ª Opinião do público que assistiu

Aqui fica a opinião de algumas pessoas que assistiram a este colóquio `6ª.
Não podiamos deixar de publicar esta quarta parte, até porque os comentários que foram feitos, tinham que ter a divulgação que merecem.
Aguardamos os vossos comentários.





Próximo Clóquio á 6ª
Dia 8 de Junho pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Setúbal, Sobre o Tema.
Empenhamento político/a defesa do bem comum.
Pelo  Dr. Juan Ambrósio
Vem ......e traz um amigo.

C. D. J. Paz de Setubal

Segundo Colóqui á 6ª Frei Bento Domingues

Para quem não esteve na passada sexta-feira dia 25 de Maio na Biblioteca Municipal de Setúbal, aqui fica os filmes da palestra do Frei Bento Domingues.
                        






Quem quiser o DVD total do que se passou, pode enviar mail para:

Próxim Coloquio  6ª  dia 8 de Junho, no mesmo local e á mesma hora.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Como funciona o Vaticano ?


Frei Bento Domingues O.P.
Foi a Europa que forneceu a trama interior do que esteve em causa no Vaticano II.
 1. Consta que, pouco tempo depois de o Papa João XXIII ter chegado ao Vaticano, perguntaram-lhe: quantas pessoas trabalham aqui?  Resposta: mais ou menos metade...
Aumentou o vencimento dos trabalhadores e, de vez em quando, ia dando uma mãozinha aos mais sobrecarregados. Introduziu mudanças no protocolo, trocando o estilo hierático de Pio XII por um trato mais distendido, modesto e bem-humorado. Ao fazer a barba, teve a inspiração de convocar um novo concílio. Anunciou-o no dia 25 de Janeiro de 1959. Foi uma bomba. Com razão. Depois da declaração do primado do Papa e da sua infalibilidade, no Vaticano I (1869- 1870), certos teólogos tinham divulgado a ideia de que doravante não haveria mais concílios, pois o Papa estava em condições de resolver sozinho todos os problemas. Como, porém, esse concílio do séc. XIX não tinha sido oficialmente encerrado — as tropas italianas invadiram Roma em 1870 —, parece que Pio XI, no começo dos anos 20, e Pio XII, nos princípios dos anos 50, teriam tido a ideia de o completar. E o que agora se diz, sobretudo quando se pretende desvalorizar o atrevimento de João XXIII, ao mostrar pelas decisões e pelas atitudes
que não seria mais um Pio, nem um continuador do Concílio do Vaticano I. Queixam-se alguns de que o aldeão de Sotto Il Monte, Ângelo Giuseppe Roncalli, não tinha um projeto, desenhado com clareza, para a reunião mais vasta da história do mundo. Na opinião de Karl Rahner, com este concílio teria começado a terceira idade na história do cristianismo. A primeira foi a do breve período da Igreja judeo- cristã ; chegou ao fim quando S. Paulo abriu a sua pregação aos pagãos. A segunda partiu daí e veio até ao Vaticano II : foi a época da helenização e da Igreja europeia. A terceira é a do tempo pós-conciliar, a da Igreja universal.
2. As periodizações são sempre ambíguas. Como observa O’Malley, o Vaticano I foi muito eurocêntrico. As questões nele debatidas tinham a sua origem na Europa ocidental: O império romano, a reforma gregoriana, a Reforma e Contra-Reforma, as Luzes, a Revolução Francesa, o Risorgimento a perda dos Estados pontifícios, o nazismo, o Holocausto, a democracia cristã etc. Foi a Europa — os seus centros de interesse, a herança da sua história — que forneceu a trama interior do que esteve em causa no Vaticano II. As narrativas do Concílio refletem quase exclusivamente intervenções de europeus, debatendo questões que sugiram na história europeia. Tudo isso é verdade, mas só em parte. Com o Vaticano II, enquanto o Papa João foi vivo, a completa liberdade de expressão abriu todas as janelas, em todas as direções. Durante algum tempo, o horizonte do modo de funcionar do Vaticano era o mundo todo. Chegavam vozes ou rumores de todo o lado e a ressonância era universal, embora, em muitos casos, ainda só pudesse ser virtual.
3. A quem o censurava por não se intrometer nos debates conciliares, para defender os documentos das comissões preparatórias, João XXIII respondia: "Estamos em Concílio, não em audiências papais!" Morreu com um cancro, muito antes de ver o desfecho da aventura que lançou aos quatro ventos. Em 1959, estava eu em Génova, vestido com o hábito dominicano, a caminho de Roma. Um velho anarquista italiano veio ter comigo, entregou-me um panfleto, explicando: "Tu ainda és muito novo,
mas deves saber que é urgente colocar uma bomba em Moscovo, outra em Washington, a do Vaticano será a primeira a rebentar, é o próprio João XXIII." Em Florença, no Convento de S. Marcos, encontrei Giorgio La Pira — acabava de chegar de Moscovo —, levou-me à praça onde queimaram Fra Girolamo Savonarola para rezar pela sua canonização e pela reforma da Igreja. Contei-lhe o encontro de Génova e observou-me que as palavras acerca do Papa eram a pura verdade. Depois do Concílio, a desejada reforma da Cúria vaticana nunca foi levada a cabo. João Paulo I (1912-1978), o "papa do sorriso", manifestou o seu empenhamento na sua urgente realização. O seu pontificado durou apenas um mês. Apareceu morto. As versões apresentadas das causas e circunstâncias dessa morte nunca foram totalmente esclarecidas.
Nos anos 80 - 90 foi varrida a teologia crítica europeia, a Teologia da Libertação da América Latina e desqualificada a teologia africana e asiática, a chamada “teologia contextual" do Terceiro Mundo, e sufocado o movimento das comunidades de base.
 A visão e prática de uma hermenêutica planetária do Concílio ficaram adiadas. Veremos se a Assembleia Geral dos Bispos dedicada à Nova Evangelização a conseguirá retomar.
Não será altura de mudar de alto a baixo o funcionamento do Vaticano ?
 Aos muitos sinais de crise juntaram-se manifestações e crispações, desde a Áustria até à Bélgica, acusando o funcionamento da Cúria. Vieram, depois, os boatos sobre atentados ao Papa e as queixas de Bento XVI de que está rodeado de lobos. Não será altura de mudar, de alto a baixo, o funcionamento do Vaticano? Mas saberão os católicos como é que ele funciona?
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 Escreve ao domingo  
 Público 11-03-2012


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Primeiro Coloqui á 6ª Com a participaçao da Drª Manuela Silva

Para quem não esteve na Biblioteca Municipal de Setúbal na passada Sexta-feira dia 11 de Maio, aqui ficam os filmes do que lá se passou.






Aqui fica pois o que se passou e foi dito.
Aguardamos os vossos comentários,


Próximo Cioloquio á 6ª  dia 25 de Maio
com a participação do Frei Bento Domingos,
Não faltes e traz um amigo


terça-feira, 1 de maio de 2012

CONCÍLIO VATICANO II…50 anos abertos à Esperança! Colóquios à 6ª!...




    Colóquios  à  6ª!...
 para todos os interessados na reflexão dos documentos
conciliares, nos dias de hoje.  

Constituição Pastoral sobre a Igreja e o
mundo contemporâneo
“Gaudium et Spes”

    “ As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres,
    e de todos os que sofre, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo
    e nada há de verdadeiramente humano que não encontre eco no seu coração”
                  GS, 1

           - a 11 de Maio:     “A vida económica e Social”
                                        Drª. Mª. Manuela Silva.
          - a 25 de Maio:     “A dignidade da pessoa / a condição humana, hoje.”
                                      frei Bento Domingues, op.
         - a 8 de Junho:      “Empenhamento político /  a defesa do bem comum”
                                     pelo Dr. Juan Ambrósio.
       Na Biblioteca Municipal de Setúbal, pelas 21,30 h.